O site da Nuno Godinho Lopes faz uso de Cookies de modo a que possa ter a melhor experiência de utilização de todas as suas funcionalidades, não recolhendo informação pessoal. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.
continuar
imagem de Estrutura residencial para pessoas idosas - Cova do Ouro - Coimbra imagem de Conjunto Habitacional - Quinta da Raposa - Sta Clara imagem da requalificação urbana de Ferragudo imagem de loteamento em Coimbra imagem de reconstrução em Menton - França imagem de empreendimento multifamiliar na Arregaça - Coimbra imagem de moradia unifamiliar em Coimbra

Quem diz que a arquitectura não é arte?

Enquanto arte, a arquitectura é uma expressão de criatividade. É ir mais além do que a satisfação de exigências funcionais de um programa construtivo.

As manifestações físicas da arquitectura influenciam a actividade humana. Contudo, a organização das formas e espaços, determinam a maneira como a arquitectura pode promover iniciativas, trazer respostas e comunicar significado. Isso é feito recorrendo a um saber, constituído pela prática e teoria, onde a forma e o espaço são meios para solucionar problemas em resposta às variadas condicionantes, quer elas sejam funcionais, propósito e contexto.

A arquitectura será uma síntese genuína de arte e saber, na busca da beleza – a perfeita adequação da forma criada, nas correctas proporções, contextos e significados, para atingir a perfeição.

Projectos

Desenvolver um projecto consiste em ultrapassar a permanente oposição entre a natureza e criação humana, mas tudo deverá surgir inevitavelmente evidente, porque o inesperado e surpreendente depressa se transforma em banal, porque nada do que façamos é absolutamente novo, pois teremos que ter sempre presente, que a aplicação dos nossos conhecimentos aliados à simplicidade de processos, irá originar concerteza, uma boa ideia.

Este notável edifício de "la Belle Époque", do architecte Abel Gléna (1862-1932), denominado "Villa Mer et Monts" começou a ser construído em Abril de 1905.

Actualmente muito degradado, será alvo de uma intervenção profunda, de realçar, a proposta de recuperação/reconstrução dos frescos originais no interior e exterior do edifício.

A estrutura orgânica deste edifício é constituída por um conjunto de espaços articulados entre si, distribuídos por vários níveis, em função das especificidades programáticas deste equipamento.

O volume geral divide-se em três corpos distintos:

  • O corpo sul, com apenas um piso acima da cota de soleira, destina-se a apartamentos;
  • O corpo central, assumindo o papel de charneira funcional, alberga os espaços comuns e os principais compartimentos sociais e de convívio;
  • O corpo norte, que apresenta uma inflexão para assegurar a continuidade com o alinhamento das edificações vizinhas, acolhe, em dois pisos, as áreas destinadas aos quartos da ERPI.

Este edifício, destinado a acolher uma Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, pretende, para além da sua função social, disponibilizar à população local um polo de referência, cuja intervenção urbanística e paisagística se afirme como qualificada, atractiva e plenamente integradora no contexto envolvente.